Brincar com bebês pode fazer com que suas ondas cerebrais sincronizem: estudo

De acordo com um novo estudo da Universidade de Princeton (EUA), quando um adulto brinca com um bebê, suas ondas cerebrais podem sincronizar.

A sincronia

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que as ondas cerebrais
de adultos sincronizam quando eles engajam em atividades como assistir filmes ou
escutar uma história juntos.

Tal “sincronia” não é nada assustadora nem sobrenatural; é
apenas uma coordenação de padrões em diferentes partes do cérebro, em resposta
a estímulos.

Esses estímulos vêm tipicamente de diferentes regiões do mesmo cérebro. No entanto, as ações de outras pessoas também podem afetar como nós processamos informações e respondemos a elas. Da mesma forma, nossas próprias ações podem influenciar a resposta cerebral de outras pessoas.

Esse “loop de feedback”, por sua vez, pode rapidamente
entrar em sincronia. Isto é, em adultos. Pouco é conhecido sobre tal “sincronia
cerebral” em bebês, com cérebros ainda em formação, e é isso que a nova
pesquisa decidiu estudar.

Em bebês

Os pesquisadores registraram a atividade cerebral de 18
crianças com 10 a 15 meses enquanto elas brincavam com um adulto.

Para demonstrar a sincronia cerebral entre adultos, os
pesquisadores não têm muito trabalho: apenas medem e mapeiam as diferenças sutis
no brilho infravermelho de nossos cérebros conforme a hemoglobina no nosso sangue
libera oxigênio.

Bebês, por outro lado, não são participantes muito cooperativos
– na maior parte do tempo, não param quietos o suficiente para que os cientistas
façam boas leituras. Da seleção original de voluntários, por exemplo, 15 se
mexeram demais e 3 se recusaram totalmente a usar a touca de medição
infravermelha.

Por fim, os pesquisadores conseguiram analisar o córtex pré-frontal, a junção temporoparietal e o córtex parietal de 18 bebês conforme eles interagiam com adultos. Essas áreas cerebrais estão envolvidas no processamento da linguagem e na previsão e compreensão das perspectivas do outro. A interação variou de ler um livro, ouvir uma canção infantil ou brincar com objetos.

Resultados

Os resultados mostraram uma sincronização entre bebês e adultos
similar a que ocorre entre adultos – quando o par interagia diretamente, suas ondas
cerebrais “ecoavam” umas às outras em áreas envolvendo processamento de alta
ordem.

“Enquanto se comunicam, o adulto e a criança parecem
formar um ciclo de feedback. Ou seja, o cérebro do adulto parecia prever quando
os bebês iam sorrir, os cérebros dos bebês antecipavam quando o adulto ia usar
mais ‘voz de bebê’, e ambos os cérebros rastreavam o contato visual dos olhos e
a atenção comum aos brinquedos. Assim, quando um bebê e adultos brincavam
juntos, seus cérebros se influenciavam dinamicamente”, explicou a psicóloga cognitiva
e uma das autoras do estudo Elise Piazza.

Bebês podem prever – e guiar – interações

Uma das surpresas da pesquisa é que a sincronização foi mais
evidente no córtex pré-frontal, uma área do cérebro responsável pelo planejamento
e aprendizado que não é totalmente desenvolvida em bebês.

“Ficamos surpresos ao descobrir que o cérebro do bebê
estava ‘à frente’ do cérebro do adulto por alguns segundos, sugerindo que os
bebês não apenas recebiam passivamente informações, mas também podiam influenciar
os adultos na próxima coisa em que focariam: qual brinquedo pegar, que palavras
dizer”, disse outro autor da pesquisa, o psicólogo Casey Lew-Williams.

Eu sei; quando você olha para um bebê, não tem a menor ideia
do que ele quer dizer. Se eles fossem capazes de jogar pôquer, seriam com certeza
os melhores jogadores do planeta. Isso porque os bebês conseguem ser indecifráveis
e nos influenciar ao mesmo tempo!



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