choques elétricos no cérebro podem fazer idosos terem a mesma memória de um jovem de 20 anos

De acordo com um novo estudo da Universidade de Boston (EUA), choques leves de corrente alternada no cérebro podem restaurar memórias em declínio de idosos (com idades entre 60 e 76 anos) para os mesmos níveis de desempenho observados em adultos jovens (de 20 a 29 anos), pelo menos por uma hora.

As explosões elétricas pareciam “ressincronizar” ondas
cerebrais em áreas importantes para o pensamento e a memória que pareciam estar
fora de sintonia ao longo dos anos – o córtex pré-frontal e temporal.

Os resultados apoiam a ideia de que a atividade elétrica
dessincronizada de neurônios disparando em diferentes áreas do cérebro pode ajudar
a provocar declínios graduais na memória de trabalho (o armazenamento
temporário de informação) durante o envelhecimento, bem como a deterioração da
memória associada a condições como a doença de Alzheimer.

Talvez a estimulação cerebral não invasiva possa, um dia, ser
usada como terapia para tais problemas de memória.

O experimento

Os pesquisadores Robert Reinhart e John Nguyen pediram a 42 idosos
que fizessem em um teste de memória simples.

Primeiro, os participantes viram uma imagem de alta
qualidade de um objeto, textura ou cor, depois uma imagem em branco por uma
fração de segundo, seguida de outra imagem, ou idêntica à primeira ou
ligeiramente diferente.

Antes da estimulação cerebral, os idosos podiam detectar
diferenças com uma taxa de precisão de 80%. Um grupo diferente de 42 pessoas
mais jovens teve uma taxa de precisão de cerca de 90%.

Os pesquisadores então estimularam os cérebros dos adultos
mais velhos por 25 minutos, enquanto o grupo mais jovem fez um tratamento
simulado – eles também usaram os eletrodos, mas não receberam nenhuma corrente elétrica.
A estimulação cerebral que os idosos experimentaram estava sintonizada
especificamente com os ritmos de seus cérebros.

Resultados

Após a estimulação, o grupo mais velho atingiu a mesma taxa
de precisão de 90% do grupo mais jovem. Essa melhoria durou durante todo o
teste de memória de 50 minutos.

Em um experimento subsequente, os pesquisadores tentaram
reverter o achado: eles usaram a estimulação cerebral para dessincronizar as
ondas cerebrais dos participantes jovens, o que fez com que eles se saíssem
pior no teste de memória.

Reinhart e Nguyen concluíram que “ao customizar a
estimulação elétrica para dinâmicas de rede individuais, pode ser possível influenciar
assinaturas putativas de conectividade funcional intra e interregional, e
aumentar rapidamente a função da memória de trabalho em idosos”.

Enquanto os cientistas acreditam que essa sincronização pode
potencialmente ser utilizada ​​como terapia, outros especialistas pedem
cautela, observando que o estudo foi pequeno e os resultados terão que ser
confirmados por outras pesquisas. Ainda não está claro se os benefícios vistos
em um jogo de memória se traduzirão em melhorias clínicas no “mundo real” para
aqueles que sofrem com problemas de memória.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Neuroscience. [ArsTechnica]



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