Estudo com mil casais mostra que tratamento comum para o HIV elimina 100% do risco de transmissão do vírus

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade College London (Reino Unido) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca) conclui que um tratamento comum para o HIV pode deter a epidemia da AIDS de uma vez por todas.

A pesquisa durou oito anos e monitorou a saúde e a atividade
de quase mil casais gays em toda a Europa.

Cada casal era composto por uma pessoa soronegativa e uma
pessoa soropositiva que estava em tratamento eficaz contra a AIDS e tinha
quantidades mínimas do vírus na corrente sanguínea.

Durante todo o período do estudo, houve zero casos de
infecção entre os casais, independentemente da quantidade de contato sexual.

Combatendo o estigma

Pesquisas anteriores já haviam comprovado a eficácia do
tratamento entre casais heterossexuais. O novo estudo mostra que os tratamentos
antirretrovirais são tão eficazes em casais homossexuais quanto em
heterossexuais.

“Nossas descobertas fornecem evidências conclusivas para
homens gays de que o risco de transmissão do HIV com terapia antirretroviral
supressiva é zero”, disse a principal autora do estudo, Alison Rodger, da
Universidade College London.

Essa conclusão foi endossada por mais de 780 organizações de
HIV em 96 países e pode ajudar a acabar com a pandemia da doença, prevenindo a transmissão
da AIDS e combatendo o estigma e a discriminação que muitas pessoas com HIV
enfrentam.

“O aumento dos esforços deve agora concentrar-se na
disseminação mais ampla desta poderosa mensagem e assegurar que todas as
pessoas soropositivas tenham acesso a testes, tratamento eficaz, apoio e acesso
aos cuidados para ajudar a manter uma carga viral indetectável”, completou
Rodger.

O Dr. Michael Brady, diretor médico da Terrence Higgins
Trust, ecoa as palavras da pesquisadora: “É impossível exagerar a importância
dessas descobertas. O estudo nos deu a confiança de dizer, sem dúvida, que as
pessoas vivendo com HIV que estão em tratamento eficaz não podem transmitir o
vírus para seus parceiros sexuais. Isso tem um impacto incrível na vida das pessoas
que vivem com HIV”.

O estudo foi detalhado em um artigo publicado na revista científica The Lancet. [GoodNewsNetwork]



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