Pessoas que fazem microdose de psicodélicos dizem ter melhor humor e foco

Pesquisadores da Universidade de Toronto
Mississauga (Canadá) publicaram um estudo que detalha os possíveis benefícios e
malefícios da microdose de substâncias LSD e psilocibina, o ingrediente
principal do cogumelo mágico.

O trabalho foi publicado na revista Harm Reduction Journal, e concluiu que as pessoas que consomem doses bem pequenas de substâncias psicodélicas relaram melhora no humor e no foco, mas também têm preocupação com a ilegalidade de comprar e consumir essas substâncias e com o estigma atrelado a isso.

Fazer microdose significa ingerir
regularmente doses muito pequenas de substâncias psicodélicas. Quem faz isso
não chega a sentir nenhum efeito alucinógeno. Os 300 participantes da pesquisa
responderam perguntas sobre o consumo das substâncias e sobre os efeitos
sentidos.

Eles relataram melhora no humor e na criatividade, maior curiosidade e mais mente aberta.  Os resultados foram: melhor humor (27% dos participantes), melhor foco (15%), criatividade (13%) e autoconfiança (11%).

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“Isso sugere que pesquisar a microdose como
um tratamento farmacológico em potencial para depressão pode valer a pena.
Microdose pode oferecer uma alternativa possível para os Inibidores Seletivos
da Recaptação da Serotonina, que são ótimos, mas não funcionam para todos”, diz
Thomas Anderson, um dos pesquisadores.

“Microdose não vai funcionar para todo
mundo também, mas poderia ser uma alternativa possível para outros caminhos de
tratamentos”, complementa ele.

Os maiores desafios associados à microdose
são o desconforto físico e preocupações com a ilegalidade. O desconforto
incluiu dores de cabeça, náusea e insônia, enquanto a ilegalidade era a maior
preocupação para essas pessoas, que temem ser presas ou serem estigmatizadas. Elas
também se preocupam com a procedência da substância e a composição.

É importante lembrar que este estudo apenas reflete os relatos dos participantes, e que não foram feitos exames de saúde ou outros experimentos comprovatórios. “Cientificamente falando, não sabemos se microdose faz alguma coisa. Em última instância, testes com placebo aleatório são necessários para testar a eficácia e segurança da microdose dos psicodélicos”, escrevem os autores. [Medical Xpress]



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