Ruas arborizadas impulsionam a saúde geral das pessoas: estudo

Um novo estudo da Universidade de Wollongong (Austrália)
descobriu que residentes de áreas urbanas que vivem perto de vegetação, como
ruas arborizadas, possuem uma miríade de benefícios para a saúde, especialmente
a mental.

Outros estudos sobre o fenômeno descobriram que áreas verdes
ajudam as pessoas a viver mais tempo, terem melhores funções cognitivas e maior
paz de espírito.

O novo estudo

A pesquisa envolveu 46.786 pessoas vivendo em três regiões
diferentes da Austrália. Os participantes foram entrevistados entre 2006 e
2008, e depois novamente entre 2012 e 2015. Os questionários visavam avaliar a saúde
geral dos indivíduos, seus níveis de estresse psicológico, e se haviam ou não sido
diagnosticados com ansiedade e depressão.

Em seguida, os cientistas compararam essas informações com
as regiões onde as pessoas viviam – eles separaram áreas residenciais
envolvendo de 30 a 60 residentes participantes, e analisaram a pequena área geográfica
em torno deles usando imagens de satélite.

Os pesquisadores também classificaram essas áreas por tipos
de espaços verdes diferentes, incluindo “árvores, grama ou outra vegetação
baixa”.

Depois de levar em consideração fatores como idade, gênero,
status socioeconômico e nível educacional, os cientistas chegaram à conclusão
de que uma maior área verde estava associada com um nível menor de estresse psicológico.

Por exemplo, os participantes tinham 31% menos risco de
estresse psicológico em áreas cuja cobertura de árvores chegava a 30% ou mais,
em comparação com participantes que viviam em áreas com menos de 10% de
cobertura vegetal.

Árvores, árvores e mais árvores

Um dos resultados curiosos do estudo é que nem todo tipo de vegetação
estava associado com tais benefícios de saúde. Vegetação baixa, como pastagens,
às vezes estava associada a maiores níveis de estresse psicológico.

“Áreas planas podem não ser particularmente atraentes
para caminhadas, o que é uma forma importante de recreação social e física para
adultos”, explicaram os autores do estudo, Thomas Astell-Burt e Xiaoqi Feng.

Segundo eles, a presença de árvores, como ruas arborizadas,
pode ser a chave para uma boa saúde mental.

“As árvores em locais privilegiados para a construção
civil correm um risco particular de serem derrubadas. Sem elas, a temperatura
das ruas pode ser mais alta, as calçadas podem parecer mais barulhentas e os
caminhantes ao longo delas são expostos a mais poluição do ar. Ruas arborizadas,
além disso, têm uso estético, fornecem vistas agradáveis”, defendem os pesquisadores.

Projetos de reflorestamento urbano

Por conta da vantagem que o plantio de árvores, com seu potencial para combater a mudança climática, tem para o meio ambiente, muitas cidades e países estão investindo em projetos de arborização.

As evidências do novo estudo sugerem que tais projetos de
reflorestamento urbano devem de fato ser privilegiados, não só por seus benefícios
climáticos, mas pela saúde mental das pessoas também.

“Nossas descobertas sugerem que as estratégias de vegetação
urbana com a missão de apoiar a saúde mental da comunidade devem priorizar a
proteção e restauração da copa das árvores urbanas. Além disso, a promoção do
acesso igual a áreas verdes pode proporcionar maior equidade em saúde mental”, resumem
Astell-Burt e Xiaoqi Feng.



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